Botswana, Foto T.Abritta, 2008

domingo, 4 de março de 2018

Mapas Celestes e as Chuvas no Sertão



          Até alguns anos atrás, os observadores do Céu tinham que conhecer um pouco de Astronomia e fazer uso de mapas celestes com a configuração de Céu em diferentes horários, latitudes e em épocas diferentes do ano para poder identificar estrelas constelações e outras efemérides celestes.
          Hoje isto é mais fácil, pois existem aplicativos para celulares e tablets onde basta direcionarmos o equipamento para uma direção celeste e através das coordenadas um observatório envia a configuração do Céu, como na imagem abaixo – ganhamos em praticidade, mas perdemos em conhecimentos de Astronomia.


         
Mas aqui que começa a nossa história:
          Há sete anos, hospedado em uma modesta pousada no Sertão Paraibano, não resisti ao lindo e nítido Céu estrelado.  Com meus mapas e uma lanterna ia identificando as tremeluzentes estrelas. 
          Estávamos na época do inverno nordestino – época de chuvas.  Mas chovia muito pouco. 
          Na manhã seguinte acordamos com um temporal que encheu os pequenos açudes, deixando uma alegria geral.
          Ao comentar a coincidência de que sempre que usava aqueles mapinhas, chovia no dia seguinte, pediram que eles fossem deixados na pousada, onde seriam os amuletos para chamar as águas. 
          E assim devem estar por lá até hoje...




domingo, 28 de janeiro de 2018

Corredor Boiadeiro



          No Pantanal Mato-grossense encontramos interessantes obras de infraestrutura para facilitar o deslocamento de rebanhos com mais de mil cabeças de gado. 
          Normalmente a boiada se desloca em estradas, mas como muitas fazendas unem suas terras continuamente, construíram os corredores boiadeiros de modo não haver a mistura com o gado local (ver foto 1). 
          Quando o gado chega a uma estrada federal, também encontram local adequado para pernoitar (ver foto 2 e 3).
(Fotos tiradas em Aquidauana. T.Abritta, 2008).

Foto 1

Foto 2

Foto 3






segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A foto que não tirei



          Este era o segundo dia.  Vagarosamente percorríamos trilhas, olhos no chão procurando pegadas, atenção para os pássaros, macacos e outros animais.  De repente um alarido com os animais se afastando do ponto atrás de um tufo de vegetação.  Era a presença do tigre!  Bastava atravessar uma pequena ponte e ter a visão completa.  Mas isto não aconteceu, pois, guardas florestais impediram a nossa passagem, privilegiando equipes de cinegrafistas e fotógrafos de uma revista de Natureza. 
          Já fui impedido de tirar fotos por várias razões: militares, condições climáticas etc.  Mas desta vez foi inédito, pois tratava-se do famoso Parque de Ranthambhore, na Índia.
          Mais tarde, no voo de retorno, encontrei um dos participantes desta desventura, que me presenteou com uma bela foto, pedindo para não ser identificado, pois poderia trazer prejuízos à sua luta ambiental.


Ranthambhore, Índia, 2009.


domingo, 17 de dezembro de 2017

Meio Ambiente, o ar e as águas


          A foto abaixo foi tirada no alto do bairro da Gávea, no Rio de Janeiro.  A coloração do fungo é um indício da pureza do ar no local desta região de matas e rios. 
Mas o Meio Ambiente em equilíbrio depende também de outros fatores como, por exemplo, a preservação das águas. 


          Infelizmente os rios que nascem na vertente sul da Serra Carioca e desaguam na Lagoa Rodrigo de Freitas, formando três bacias hidrográficas: rios Cabeça, Macacos e Rainha, já apresentam suas águas poluídas. 
          O rio Cabeça nasce nos contrafortes do Morro do Corcovado.  O rio dos Macacos nasce no Morro do Sumaré e passa pelo Jardim Botânico.
          O rio Rainha nasce nas matas da Serra Carioca e passa pelo bairro da Gávea.
          A poluição destes rios compromete uma região importante pela riqueza de suas matas.
          Urge denunciarmos e exigirmos a despoluição destes cursos de águas tão importantes para o Rio de Janeiro.

Referência:




quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fotografia e Escala



          Em 2006, por ocasião de uma viagem pela Antártica, fotografei um belo iceberg, que pode ser visto na foto abaixo.  A par de sua beleza, faltou o fator escala para que o observador da imagem tenha uma ideia de seu tamanho.  Felizmente, enquanto o nosso navio se afastava para a direita, outro navio passou pela frente do iceberg (ver foto), fornecendo, portanto, este fator escala.




segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Colonizando a Highway


          Viajar pela Índia é sempre uma oportunidade para aprendermos novos significados como, por exemplo, o de colonização do ponto de vista da Cultura de seu Povo.  
          Na fotografia abaixo, apresentamos a vista de uma highway que havia sido aberta ao público em um trecho inicial de cem quilômetros. 
          Mas para nossa surpresa, as populações locais resolveram usá-la como se fossem duas estradas independentes, trafegando em cada uma das pistas com mão e contramão. 
          Viajar por esta estrada foi difícil pois tínhamos que cruzar com rebanhos de animais, caminhões, carroças etc.
          A highway havia sido colonizada...


Foto T.Abritta, 2009.



sábado, 25 de novembro de 2017

Animais Ameaçados: Takin


          O Takin é um animal pouco conhecido, com exemplares sobrevivendo, em áreas protegidas, no Butão, Norte da Índia e Tibet.  Nas fotos abaixo, tiradas no Butão em 2007, registro este raro animal.