...tão longe, tão perto. De noite, vestida de festa. De dia, véstia de sol. Porte, não diria generoso. Mas, esplendoroso. Ao infinito, amplio imagens. Chego ao abstrato recorte de pixels. Detalhes reais, os vejo. Imaginários, pontilham tal infinitas estrelas
num céu diurno. A estática dança
geométrica das mãos segue mudo movimento labial. Tão perto, tão longe. Quantos anos teria? Eternas, etéreas mulheres. Agora desnudada, revelada. Teia rompida.
Verdadeiro
seria o nome? Antes, múltiplas e dolorosas
encarnações budistas. Hoje, Avatares,
fantasmas errantes, capturando rostos na internet. Nos diários e cadernos das meninas de minha
infância, entre coloridas decalcomanias, doces mensagens. Passado-presente. Tão longe-tão perto. Delírios, sonhos doridos em infinitas
velocidades, girando no Globo da Morte dos Circos da Vida. A queimar na Febre Asiática. Com mãos trêmulas, dobro a carta, fecho o
envelope, tal um missal após a reza.
Enviada a um desvão da memória. Acordo.
Abro a janela, entra o sol. Tão
perto, tão longe.
A Teia. Foto T.Abritta, 2005.
Versão do original em
captura digital colorida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário