Botswana, Foto T.Abritta, 2008

sábado, 12 de novembro de 2011

RIO em 12 Quadros.

O Rio de Janeiro é uma das Cidades mais cantadas, pintadas e fotografadas do Mundo. Este interesse se deve à sua singularidade em reunir vários elementos “cênicos”, como montanhas, florestas, lagoas, praias, patrimônio histórico e arquitetura, aliados a uma luminosidade belíssima. Não esquecendo o calor de seu povo, cultura e festas populares. Mas, como toda megacidade, em particular dos países em desenvolvimento, temos que fazer sérias reflexões sobre nosso futuro.
Nesta pequena exposição mostramos que assim como sempre encontramos um novo ângulo para uma imagem fotográfica, certamente encontraremos soluções que preservem este fabuloso patrimônio: o Rio de Janeiro.

Teócrito Abritta


1 – Jardim Botânico, Foto T.Abritta – 2005.





2 – Vista de Santa Teresa, Foto T.Abritta – 2009.




3 – Rocinha, Foto T.Abritta – 2007.




4 – Casa, Estrada das Canoas, Foto T.Abritta – 2006.




5 – CIEP Leblon, Foto T.Abritta – 2007.



6 – Morro do Pavão, Foto T.Abritta – 2011.






7 – Arpoador, Foto T.Abritta – 2010.




8 – Copacabana, Foto T.Abritta – 2010.





9 – Entrada da Baía, Foto T.Abritta – 2005.




10 – Urca, Foto T.Abritta – 2004.




11 – Canal de Ipanema, Foto T.Abritta – 2005.






12 – Bondinho de Santa Teresa, Foto T.Abritta – 2007.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Paixão de Ler e Exposição Fotos

CAMPANHA PAIXÃO DE LER DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO E A EDITORA UAPÊ CONVIDAM PARA RODA DE LEITURA DE CRÔNICAS

CASA DE BOTAFOGO, RUA MARTINS FERREIRA, 40
Tel. (21) 2493-9175

DIA 7 DE NOVEMBRO DE 2011 – SEGUNDA-FEIRA, ÀS 18 HORAS

Coordenação: LEDA MIRANDA HÜHNE

PROGRAMAÇÃO:

FERREIRA GULLAR (Coleção Melhores Crônicas)
- Sapatos novos - pag. 36
- Hotel Avenida - pag. 215
- Reforma agrária - pag. 219

MÁRCIO CATUNDA (Emoção Atlântica)
- Conjeturas sobre o mar de Ipanema - pag. 36
- De Laranjeiras ao Largo do Machado - pag. 26
- Noturno do Rio de Janeiro - pag. 93

LÉA MADUREIRA LIMA
- Onde me levam as sandálias
- O tempo e a queda. No Largo do Boticário
- Zapata vive

AUGUSTO SÉRGIO BASTOS
- No tempo em que os animais falavam
- O maior poeta brasileiro
- O presente de Natal

TEÓCRITO ABRITTA
- Exposição de Fotos: “RIO em 12 QUADROS”

PENA DA NATUREZA

Das aves
Além das aves que se criam em casa: galinhas, patos, pombos e perus, há no Brasil muitas galinhas bravas pelos matos, patos nas lagoas, pombas bravas e umas aves chamadas jacus, que na feição e grandeza são quase como perus.
Há perdizes e rolas, mas as perdizes têm alguma diferença das de Portugal.
Há águias de sertão, que criam nos montes altos, e emas tão grandes corno as de África, umas brancas e outras malhadas de negro que, sem voarem do chão, com uma asa levantada ao alto ao modo de vela latina, correm com o vento como caravelas, e contudo; as tomam os índios a cosso nas campinas.
Há muitas garças ao longo do mar, e outras aves chamadas guarás, que
quando empenam são brancas, e depois pardas, e finalmente vermelhas como grã.
Há papagaios verdes de cinco ou seis espécies, uns maiores, outros menores, que todos falam o que lhes ensinam. Há também araras e canindés de bico revolto como papagaios, mas são maiores e de mais formosas penas.
Há uns passarinhos que, para que as cobras lhes não entrem nos ninhos a comer-lhes os ovos e filhinhos, os fazem pendurados nos ramos das árvores de quatro ou cinco palmos de comprido, com o caminho mui intrincado, e compostos de tantos pauzinhos secos que se pode com eles cozer uma panela de carne.
Há outros chamados tapeis, do tamanho de melros, todos negros, e as asas amarelas, que remedam no canto todos os outros pássaros perfeitissimamente, os quais fazem seus ninhos em uns sacos tecidos.

Frei Vicente do Salvador (1620)

PENA DA NATUREZA: sobreviverão ao futuro próximo?





Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.



Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.




Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.






Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.






Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.







Foto T. Abritta, Fazenda Barra Grande-MS, 2008.




E o ninho dos “Casaca de Couro”, tão eficientes na proteção contra os predadores naturais, resistirão aos criminosos ambientais da “Nova Direita Brasileira”?



Ninho do Casaca de Couro. Foto T.Abritta – Sítio do Bravo, PB, 2011.




terça-feira, 1 de novembro de 2011

A FRAGILIDADE DA VIDA


As fotos abaixo (T.Abritta, 2008) mostram o ciclo de vida dos Talha-mares (Rynchops niger) nas margens do Rio Negro no Pantanal de Mato Grosso do Sul, chocando os seus ovos e defendendo as suas frágeis crias de predadores naturais.
É justo que estes maravilhosos animais acabem virando cocares para que pessoas usando bermudas de grife, celulares, smartphones e vistosos relógios se apresentando como índios? Ou que um ex-presidente da República e o atual façam apologia de tais crimes?
















































LER MAIS EM:




“OS LIMITES DO POLITICAMENTE CORRETO”

“DILMA INCENTIVA CRIMES AMBIENTAIS”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Metáforas: a Vida e o Firmamento

O CÃO

Mauro Mota (*)

É um cão negro. É talvez o próprio Cão
assombrado e fazendo assombração.
Estraçalha o silêncio com seus uivos.
A espada ígnea do olhar na escuridão

separa a noite, abre um canal no escuro.
Cão da Constelação do Grande Cão,
tombado no quintal, espreita o pulo:
duendes, fantasmas de ladrão no muro.

O latido ancestral liberta a fome
de tempo, e o cão, presa do faro, come
o medo e a treva. Agita-se, devora

sua ração de cor.
Pois, louco e uivante,
lambe os pontos cardeais, morde o levante
e bebe o sangue matinal da aurora.

Aqui, Mauro Mota faz uma metáfora com a Constelação do Cão Maior e seu vagar noturno, surgindo no leste do horizonte matinal, tal um renascer e “morrendo” a oeste no entardecer. O céu descrito neste poema, pode ser visto na região de Recife, terra do poeta, entre o final de junho e início de julho, quando esta constelação surge por volta das cinco horas da madrugada e se põe entre cinco e seis horas da tarde, portanto, de acordo com a imagística do poema.

Nesta constelação está a estrela mais brilhante de todos os céus, Sírius, conhecida pelos antigos egípcios como Sótis, o astro que após longo desaparecimento surge brilhante no horizonte do Nilo, marcando o início do ano para este povo.
Para os antigos gregos, Cão Maior representa um dos cães que seguiam Órion, O Caçador.

(*) 2011, ano do centenário de nascimento de Mauro Mota.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Soneto Fotográfico



“Numa portinha escondida, cortando verdadeira muralha, acabo descobrindo uma padaria. Sento-me na única janela que, através da grossa alvenaria, mostra a rua molhada. Tomar café olhando a chuva é ato de simplicidade. Mas não sei por que, especial. Ainda mais diante de uma casa com detalhes verdes, diferentes tons e um carro verde compondo o cenário (ver Figura 1). O carro está ali por ser verde? Pode ser. Verde é a clorofila, verde é a cor da máxima intensidade na emissão solar. Verde é a luz de nossa maior percepção óptica.”

Figura 1 – Tese. Foto T. Abritta, 2011.

“Dali, projetada como numa tela mágica, toda a pequena Tiradentes. Vejo igrejas, escuto rezarias, repicar de sinos. No telhado, um gato verde, olhar triangular, repousa no beiral. Gato verde? Parece que sim. Mas uma mulher verde e nua andando pela calçada trouxe-me à realidade. Só pode ser sonho. Mulher verde ainda seria possível. Nua não. Em Minas teria de ser muié pelada. Como saber se não sonho de dia e vivo à noite? Não devo me preocupar tanto assim. Tiradentes, com esta santaria toda, deveras deixa qualquer um protegido. Melhor soltar os pensamentos que vão atrás do corregozinho das águas de chuva e dobram na esquina do tempo.”

De “Leilão Mineiro”, conto a ser publicado em breve no livro “Cidades de Memórias”.




Na fotografia acima, o “verde” é que destaca a imagem, chamando nossa atenção com a monotonia das cores. No texto, o “verde” sinaliza e dá ritmo à mudança de estado de espírito do personagem.
Mas tanto na Literatura, quanto na Fotografia, nem sempre isto é verdade. Palavras repetidas “travam” a escrita e nas imagens coloridas sempre procuramos é a riqueza cromática – a conservadora antítese (ver Figura 2).
No final, a síntese: fusão de volumes em preto-branco!
Figura 2 – Antítese. Foto T. Abritta, 2008.

Figura 3 – Síntese. Foto T. Abritta, 2006.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bondinhos de Santa Teresa: Memória Fotográfica

Não vamos deixar que os bondinhos de Santa Teresa tenham o triste fim do Palácio do Monroe ou do outrora famoso Maracanã.

Foto T.Abritta. Santa Teresa – Rio de Janeiro, 2007.



Foto T.Abritta. Santa Teresa – Rio de Janeiro, 2007.



Foto T.Abritta. Santa Teresa – Rio de Janeiro, 2005.



Foto T.Abritta. Santa Teresa – Rio de Janeiro, 2006.